domingo, 6 de Novembro de 2011

As diferenças entre o Renascimento e o Barroco

             O renascimento (século XV e XVI) um estilo frio e estático, teve como berço Itália, baseou-se no classicismo (antiguidade clássica), sem o copiar, reinterpretando-o numa compreensão humanista, racionalista e naturalista.
            Deus deixou de ser o centro do universo. Valorizava-se o antropocentrismo, uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o Homem - "o Homem no centro das atenções".
            Na Escultura procurava-se a articulação de uma lógica racional e proporções rigorosas – canones. Na pintura procuraram um método preciso de medidas, criaram novas fórmulas para as perspectivas. Na arqutectura as colunas tomaram o lugar dos pilares. A palavra de ordem na arquitetura passa a ser ‘rigor’, dando valores exactos às medidas principais dos edifícios. A arquitetura, abandona o linearismo gótico e recupera o arco redondo e a cúpula.
            Os nomes significativos foram: Donatello, Leone Alberti, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael.



                O Barroco (séculos  XVII a XVIII), também nasceu em italia, paralelamente à contra-reforma do catolicismo. O significado etimologico da palavra é ‘grotesco’, retorcido, irregular. A palavra de ordem é ser o mais pitoresco possível.
            A religiosidade é manifesta de forma grandiosamente dramática e drástica, não atingiu muito os países da reforma como Inglaterra, Holanda, Suécia, entre outros. Procurava-se atingir o esplendor no momento das liturgias com a decoração interna das igrejas.
            Foi uma reação contra os estilos anteriores, o Barroco procurava surpreender, maravilhar e emocionar o observador.
            O seu objectivo é o contraste e o exagero.
            Há grande teatralidade, dinamismo, urgência, subjetividade, apelo emocional, passionalidade e conflitos nas obras. Do ponto de vista técnico, há o uso recorrente a curvas, diagonais, jogos de luz e texturas.
            No barroco a harmonia individual pode ser sacrificada em nome da produção total.
            Os principais artistas foram: Caravaggio, Pieter Bruegel, Bernini, Van Dyck, Rembrandt, Velasquez.


Para o renascentista o que importava era o detalhe, não tanto o todo, para o barroco, o mais importante era a harmonia do conjunto.



Santa ceia – Leonardo da Vinci (Renascimento)


Santa ceia - Tintoretto (Barroco)

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